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Jogo Caminho da Cooperação


Este jogo foi resultado do trabalho de uma equipe em Venda Nova do Imigrante. A Preta (do post anterior) me enviou o jogo (download aqui), infelizmente nem eu, nem ela lembramos quem eram as pessoas do grupo. Perdoe-me o lapso!
Na foto estão as pessoas que interagiram com a equipe.


PROPOSTA DE TRABALHO EM GRUPO
Desenvolver uma aula expositiva com visualização móvel para trabalhar:
Os valores do cooperativismo (páginas 71 a 73 caderno do aluno - Sementes da Cooperação)
As 12 virtudes da Cooperação (páginas 83 a 85 do caderno do aluno - Sementes da Cooperação)

O jogo é sugerido para a introdução de um trabalho que, com certeza, levará mais tempo. Pode ser utilizado para que as crianças brinquem espontaneamente com o intuito de adquirir e ampliar, aos poucos, a utilização de termos e expressões pouco usadas do cotidiano.

JOGO: CAMINHO DA COOPERAÇÃO

MATERIAL NECESSÁRIO:

Folhas de papel A4
Cartolina de diversas cores
Pincel atômico
Cola branca


1º PASSO: MONTANDO AS PEÇAS DO JOGO
Escrever nas folhas de A4, os valores e virtudes do cooperativismo (um para cada folha);
Escrever palavras que dificultem as ações cooperativas: individualidade, desonestidade, desrespeito, descumprimento de acordos, etc.
Colar a folha branca sobre o papel colorido de modo que este fique com uma borda maior.

2º PASSO: MONTANDO O JOGO NO CHÃO
O jogo será composto por, no mínimo, 25 peças. Caso deseje um caminho maior para deixar o jogo mais interessante, as palavras podem ser repetidas.
O jogo deverá ser montado no chão com as palavras viradas para baixo.



IMPORTANTE: a disposição das palavras no chão deve permitir ao jogador concluir o caminho e chegar até o MUNDO COOPERATIVO, mas nesse caminho existem muitos obstáculos.

Usarei algumas palavras repetidas somente para ilustrar o jogo pronto.


REGRAS DO JOGO

1- Definir quem iniciará o jogo (é bem interessante se jogado em duplas);
2- Os jogadores formam uma fila indiana;
3- O caminho pode ser seguido: para frente, direita, esquerda e diagonal;
4- Não pode retornar;
5- Quem virar uma “carta” que não contenha um valor ou virtude cooperativista perde a vez da jogada, deixa a carta com o nome virado para baixo e retorna ao final da fila;
6- As “cartas boas” viradas poderão ser utilizadas por todos os jogadores.

Neste jogo não há vencedores ou perdedores, pois todos terão a possibilidade de chegar ao mundo cooperativo.
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Cooperação X Competição



“O jogo é um instrumento de desenvolvimento da linguagem e do imaginário. É do escritor, o poeta, sua prioridade” – Montaigne, 1612


“O jogo é um meio de expressão de qualidades espontâneas ou naturais da criança, como recriação, momento adequado para observar a criança, que expressa através dele sua natureza psicológica e inclinações” – Vives, 1612


"O jogo tem valor educativo, na medida em que alia o prazer à condição de uma livre aprovação e de uma submissão autônoma às regras ... O valor do jogo tem implicações políticas e morais, indo bem além da simples distração ... O jogo passa a ser associado à formação do ser humano em sua plenitude” – Rousseau, 1761

“Os jogos da criança são o insubstituível lugar de uma auto-aprendizagem por si mesma, em que vemos que se trata de uma cultura livre ... Por meio do jogo, a criança aprende a coagir a si mesma, a se investir de uma atividade duradoura, a conhecer e a desenvolver as forças do seu corpo”– Kant, 1787


“O jogo é necessário na vida humana” – Tomás de Aquino, 1856


“... O jogo é um remédio e um repouso que se dá ao espírito para relaxá-lo, restabelecer suas forças, junto com as do corpo ...” – Nicolas Delamare, séc. XVIII

“A brincadeira reflete o decurso da evolução do homem, desde a pré-história até o momento presente. É como se a historia da raça humana fosse recapitulada por cada criança, cada vez que ela brinca” – Stanley Hall, 1882


“... A brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo.... Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo ... O brincar em qualquer tempo não é trivial, é altamente sério e de profunda significação”– Froebel, 1912


“O jogo é uma atividade livre, conscientemente tomada como não-séria e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. É uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com a qual não se pode obter qualquer lucro, praticada dentro de limites espaciais e temporais, próprios, segundo uma certa ordem e certas regras”– Huizinga, 1938


“Os jogos são geradores e expressão da personalidade e da cultura” – Roberts e Sutton-Smith, 1960-1970


“Os jogos tem um papel expressivo no desenvolvimento de certas habilidades cognitivas” – Bateson (1956), Vygotsky (1967), Sutton-Smith (1967), Sylva, Bruner e
Genova (1976)


“O jogo é uma atividade espontânea oposta à atividade do trabalho”

“É uma atividade que dá prazer ...”


“Caracteriza-se por um comportamento livre de conflito” Piaget, 1964


“Importância da exploração no jogo: a ausência de pressão do ambiente cria um clima propício para investigações necessárias à solução de problemas” – Bruner, 1976-1983


“O jogo é uma forma de infração do cotidiano e suas normas” – Wallon, 1981


“O Brincar traz de volta a alma da nossa criança: no ato de brincar, o ser humano se mostra na sua essência, sem sabê-lo, de forma inconsciente. O brincante troca, socializa, coopera e compete, ganha e perde. Emociona-se, grita, chora, ri, perde a paciência, fica ansioso, aliviado. Erra, acerta. Põe em jogo seu corpo inteiro: suas habilidades motoras e de movimento vêm-se desafiadas. No brincar, o ser humano imita, medita, sonha, imagina. Seus desejos e seus medos transformam-se, naquele segundo, em realidade. O brincar descortina um mundo possível e imaginário para os brincantes. O brincar convida a ser eu mesmo”


“O brincar, assim como a arte, o movimento, a expressão plástica, verbal e musical, é uma das linguagens expressivas do ser humano” – “O jogo designa tanto a atitude quanto o objeto que envolve regras externas” - Friedmann, 1998


“Creio que quando tratamos do Jogo Cooperativo, o propósito essencial, é nos ajudar a lembrar da importância de Tocar-Despertar-Trocar-Reencontrar uns COM os outros"– Fabio Brotto

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